Seu Dinheiro na Prática com André Nascimento

Seu Banco Digital é Seguro? A Verdade Depois dos Casos Will Bank e Master

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Uma hora é o Banco Master declarando problemas, outra hora é o Will Bank apresentando instabilidades e deixando todo mundo na mão. Quando essas notícias estouram, milhares de pessoas ficam sem saber se vão conseguir recuperar o próprio dinheiro — especialmente aquelas que aplicam em produtos sem a garantia do FGC.

Diante disso, sempre fica a pergunta no ar: quais são as chances do meu banco falir?

Neste artigo, vou te mostrar exatamente quais critérios você deve analisar para decidir se deixa o seu dinheiro rendendo em paz ou se foge para outra instituição o mais rápido possível.

Como um banco realmente ganha dinheiro?

Antes de analisar a segurança, você precisa entender o básico: o banco ganha dinheiro emprestando dinheiro e cobrando juros altos.

Mas de onde vem esse dinheiro que ele empresta? De duas fontes principais:

Se você deixa R$ 1.000 parados na conta corrente, o banco pega esse valor e empresta para outra pessoa cobrando, por exemplo, 10% ao mês. Como o seu dinheiro estava na conta corrente, o banco não é obrigado a te repassar nenhum centavo desse lucro. É por isso que os bancos amam quando você deixa dinheiro parado na conta corrente.

Já quando você usa as caixinhas ou áreas de investimento, ele é obrigado a dividir esse lucro e te pagar um rendimento — como 1% ao mês.

Mas e se o banco emprestar o seu dinheiro e a pessoa não pagar de volta? É aí que entram os dois "termômetros" de segurança.

1º termômetro: o Índice de Basileia

O Índice de Basileia é uma regra do Banco Central que diz o seguinte: a cada R$ 100 que o banco emprestar, ele precisa ter obrigatoriamente um valor mínimo em caixa — hoje, no mínimo 11%.

Ou seja, se o banco emprestou R$ 1.000, ele precisa ter pelo menos R$ 110 guardados.

A regra de ouro: quanto maior for o Índice de Basileia do seu banco, melhor e mais seguro para você.

Durante a crise do Will Bank, o índice de Basileia deles estava praticamente negativo — o que significa que eles não tinham dinheiro em caixa suficiente para cobrir inadimplências.

2º termômetro: o Índice de Imobilização

Esse é o exato oposto do Basileia. O Índice de Imobilização mede quanto do patrimônio do banco está "preso" em estruturas físicas: agências, imóveis, computadores, caixas eletrônicos, etc.

Se o banco precisar te pagar rapidamente, é muito mais difícil vender um imóvel ou um computador da noite para o dia do que simplesmente transferir dinheiro.

A regra de ouro: quanto menor for o Índice de Imobilização, mais chance o banco tem de te pagar rápido caso dê algum problema.

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Analisando os bancos na prática

Vamos ver como alguns dos principais bancos do Brasil se saem nesses dois índices:

Conclusão: sempre procure bancos que tenham um Índice de Basileia o mais alto possível (acima de 11%) e um Índice de Imobilização o menor possível.

Resumo prático

Agora que você já sabe como avaliar se o seu banco corre risco de quebrar, que tal aprender a montar a sua reserva de emergência do jeito certo para blindar o seu patrimônio de vez?

Monte sua reserva de emergência

Veja como calcular o tamanho ideal da sua reserva de acordo com o seu perfil profissional — e onde deixar esse dinheiro rendendo em segurança.

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